terça-feira, 29 de novembro de 2011

CORAÇÃO DE ATLETA


Checar a saúde desse órgão é essencial para o rendimento de qualquer pessoa que pratica exercício. O coração de um esportista possui algumas diferenças quando comparado ao do sedentário ou uma pessoa que pratica exercícios apenas para manter a boa forma. Os esportistas que se submetem a um forte treinamento aeróbico, por exemplo, como a maratona ou uma prova de ciclismo em estrada, podem apresentar aumento do tamanho do coração. Aqueles que usam muito a força, como os levantadores de peso, costumam ter parede do órgão mais espessa. No entanto, essas alterações por si só não prejudicam o seu funcionamento: o coração mantém sua contração e relaxamento normal. Então qual é o perigo?

Nos últimos anos, casos esporádicos de morte súbita de atletas, em geral competindo ou treinando,chamam a atenção da mídia. E o problema, na maioria das vezes, é causado por alguma doença cardíaca pré-existente que o atleta não sabia que tinha. Era algo que já estava ali, dando sinais, mas que no dia a dia dos treinos passava despercebido ou ignorado pelo profissional por receio de ser afastado de suas atividades. Só para se ter um ideia, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, 80% dos casos de morte súbita tem relação com uma doença arterial coronariana.

Os sinais de que pode não estar muito bem são dores no peito, palpitações, falta de ar ou desmaio. Quem tem perda de consciência, mesmo que por poucos minutos, ou qualquer um dos outros sintomas deve procurar um médico, especialmente se o mal-estar ocorrer ou piorar durante a prática do exercício. Dependendo do problema, a pessoa pode se submeter a um tratamento e, em seguida sua rotina de treinamentos. De qualquer forma, a ausência de sintomas não deve ser considerada um atestado de saúde. As pesquisas têm mostrado que apenas 3% dos atletas que tiveram morte súbita haviam se queixado anteriormente de algum incômodo. Por conta disso, exames que avaliam o bem-estar do coração têm sido cada vez mais comuns – e necessários – entre atletas e aqueles que desejam se dedicar a uma atividade física regular. Não há um modelo único para esse tipo de avaliação. O que dita é o nível de treinamento e o objetivo de cada um. O ideal é que atletas façam, ao menos uma vez por ano e pessoas que buscam somente uma boa forma física duas vezes por ano, exames físicos e laboratoriais, eletrocardiograma e algum teste de esforço. Praticar uma atividade física faz bem, sempre. É preciso apenas, tomar alguns cuidados. Procure um bom cardiologista e faça exercício com a supervisão de um profissional de educação física.

Fonte: Revista Veja

A MUSCULAÇÃO NA PUBERDADE



A prática da musculação será benéfica quando bem orientada, atendo-se às limitações individuais. Os exercícios de musculação trabalham segmentos corporais específicos e com movimentos simétricos, proporcionando um crescimento corporal harmônico.

Ela poderá ser prejudicial caso não se respeitem os limites e restrições individuais, e também se realizada na ausência de critérios técnicos decorrente da má formação profissional.

É sempre importante observar nesta fase a ocorrência eventual de problemas ortopédicos. A qual a musculação poderá ajudar na sua melhora e recuperação desde que associadas a um trabalho com orientação fisioterápica.

A musculação poderá ser utilizada como atividade física regular associada a outro exercício, podendo-se notar uma melhora da performance em indivíduos que incluem este trabalho em seu treinamento.

A musculação trabalha só o físico e pode ser uma atividade complementar à outra que trabalhe o equilíbrio, a emoção e/ou o relacionamento social.

Portanto, acredite na musculação, ela poderá mudar seu corpo para melhor e melhorar sua alto estima. Mas, sempre faça com orientação de um profissional formado e habilitado pelo conselho de educação física.

domingo, 6 de novembro de 2011

Atividade Física no Trato Gastrointestinal




O exercício físico pode ser benéfico ou prejudicial para o trato gastrointestinal, dependendo da intensidade do esforço e da saúde do indivíduo. Sabe-se que a intensidade leve a moderada exerce um papel protetor contra o câncer de cólon, diverticulite, colelitíase e prisão de ventre, enquanto o exercício extenuante agudo pode provocar azia, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia e até sangramento gastrointestinal.

Descobertas recentes revelam que entre 25 e 50% dos atletas de elite são prejudicados em competições pelos sintomas gastrointestinais. Esses sintomas são muitas vezes atribuídos a alterações da motilidade, fator mecânico ou alterações de secreções neuroendócrinas.

O exercício físico pode levar os distúrbios gastrintestinais, principalmente quando é de alta intensidade ou quando esse é praticado em ambientes quentes, sem uma hidratação adequada e por indivíduos sem preparação física.

Em atletas, a diarreia normalmente está relacionada à mudança do hábito alimentar em viagens e intoxicação alimentar. A diarreia aguda induzida pelo exercício é considerada como fisiológica e não provoca desidratação ou desequilíbrio eletrolítico e tende a melhorar com a melhora da aptidão física. A prática de atividade física de intensidade leve a moderada tem um papel protetor contra transtornos do trato gastrointestinal.

A atividade física de alta intensidade leva as pessoas a terem distúrbios gastrointestinais quando associada à desidratação e/ou aumento da pressão intra-abdominal.

A hidratação adequada e um bom preparo físico são fundamentais para proteger o organismo contra danos fisiológicos dos exercícios de alta intensidade.

EXERCÍCIOS CONTRA O CÂNCER DE MAMA



Combinação de musculação e atividade aeróbica reduz os efeitos da quimioterapia e eleva a qualidade de vida das pacientes. Não são poucas as técnicas alternativas e tratamentos paliativos que buscam, de alguma forma, aliviar a dor e os efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer. As opções, porém, nem sempre dependem exclusivamente do avanço da medicina.

A combinação de exercícios aeróbicos e musculação – chamada por alguns especialistas de oncofitness – podem elevar a qualidade de vida e ajudar a superar o coquetel de sentimentos que a doença provoca, especialmente em mulheres com câncer de mama. Atividade física regular é capaz de reduzir os efeitos da quimioterapia, além de controlar a náusea e aliviar as dores crônicas, o exercício tem um resultado psicológico extremamente positivo.

O câncer de mama, hoje, é altamente curável. O processo exige tratamentos, mas a maior dificuldade das mulheres é lidar com a mastectomia e com os danos à saúde mental provocados pela retirada da mama. Perder a imagem corporal é consequência imediata e quase inevitável para a maioria das pacientes. Raiva, depressão e desânimo são sintomas recorrentes. Dentro deste cenário, o papel da musculação e do exercício aeróbio é resgatar a auto - estima e o humor. Durante o treino, o organismo libera beta endorfinas, enzimas que provocam a sensação de bem-estar, e citocina, substância que ajuda a combater processos inflamatórios.

O exercício aeróbico, além de estimular a perda de calorias e ajudar no controle de peso, fundamental no tratamento da doença, oferece equilíbrio psicológico durante o processo. Reduz a ansiedade e trabalha o sentimento de raiva em relação ao problema.

Em média, a modalidade estimula uma perda de 10 calorias por minuto, três a mais do que é possível conseguir através da musculação. Engana-se quem pensa que a musculação não tem gasto calórico. A diferença é que trocamos sete calorias por massa muscular, um ganho extremamente positivo para o organismo. A quimioterapia tende a provocar um défict de massa óssea e muscular. O trabalho com carga e peso é preventivo. A musculação diminui o risco de fraturas por queda, melhora o equilíbrio e a força, o que se reflete diretamente na qualidade de vida dos pacientes.