quinta-feira, 3 de junho de 2010

COMBINANDO EXERCÍCIOS FÍSICOS E ESTUDOS



Se você pensa que para ganhar tempo para estudar, pode deixar de lado a atividade física, está muito enganado. Adequar a rotina de estudos à prática de exercícios ajuda na concentração, na postura e no bem-estar de quem está se preparando para o vestibular. O ideal é intercalar o tempo dedicado aos livros com aos exercícios físicos.

O esporte ajuda a combater aquelas fisgadas nas costas e no pescoço - comuns quando se passa horas na escrivaninha ou em frente ao computador. Além de auxiliar na redução do estresse - que prejudica o desempenho da pessoa- traz mais disposição, seja para uma leitura ou na hora de fazer a prova.

“Hoje os jovens enfrentam uma grande maratona: vão para a escola, para cursinhos específicos e ainda estudam em casa. Tantas atividades proporcionam um desgaste físico e, possivelmente, estresse. Mas isso pode ser revertido, pois a prática de um esporte com regularidade, somada a exercícios de respiração e alongamentos contribuem para que o estudante amenize a tensão e controle a ansiedade de sua atribulada rotina de estudos”, explica o educador físico, Cláudio Ribeiro.

Um bom condicionamento físico ajuda até na postura. Pode parecer sem importância, mas na hora de estudar, se a cadeira ou a mesa não forem adequadas, ou o estudante sentar de forma inadequada, a respiração é feita de forma incorreta, o que pode gerar desconforto e até dor de cabeça, o que prejudica o raciocínio - daí a importância da postura.

“Muitos vestibulandos procuram as academias com dores nas costas e na região lombar - devido ao tempo que passam sentados - e logo percebem que o exercício, além de aliviar a dor incômoda, ajuda também na concentração e disposição para estudar”, diz Cláudio.

Mas qual o tempo que o estudante pode dedicar à atividade física? O bom é que não precisa de muito tempo. Uma hora por dia, três vezes por semana já é suficiente para melhorar a vitalidade, o condicionamento físico e até o sono. E dormindo bem, o vestibulando tem mais disposição para passar horas e horas de frente para os livros ou computador.

Além do bem-estar físico que o exercício proporciona, Cláudio Ribeiro aponta outras vantagens "É importante manter contato com outras pessoas, sair da solidão, que é o estudo, e buscar atividades que proporcionem descontração, relaxamento e alívio. Também não adianta se dedicar a algo que não traga satisfação.

Se você não gosta de musculação, por exemplo, deve procurar alguma atividade que te agrade. O ideal é juntar prazer e exercício. E as opções são muitas. Caminhada, bicicleta, natação, dança, entre outros.

Para quem não pratica esporte há algum tempo, é imprescindível a avaliação física e u orientação de um profissional da área. O professor destaca ainda a importância da hidratação e da escolha de uma roupa e calçados adequados. O que não pode é ficar parado.


O que fazer?


Agora que você sabe os benefícios de praticar atividade física e que ela não atrapalha a sua rotina de estudos. Listamos algumas opções de exercícios que vão te ajudar nessa rotina acelerada de estudos.

Spinning: Aula feita em bicicletas especiais cuja característica principal é simular trechos de trilha de mountain bike. É uma atividade em que a carga e a intensidade variam muito, conforme o ritmo da música e, é claro, o condicionamento físico do aluno.

· Benefícios: Melhora o sistema cardiorrespiratório, aumenta a resistência e a força de membros inferiores (pernas).

· Frequência: 45 minutos, três vezes por semana.

· Contraindicações: Pessoas com problemas de coluna e lesões nas articulações.


Musculação: É a melhor atividade para modelar o corpo, porque o trabalho é feito em todos os grupos musculares separadamente. Deve ser feita com orientação de um profissional de educação física.

· Benefícios: fortalece e aumenta o tônus muscular, aumenta a resistência e a força, melhora o sistema cardiorrespiratório e a postura.

· Frequência: cerca de 60 min a 1h30, pelo menos três vezes por semana

Contraindicações: pessoas com problemas de coluna e lesões nas articulações devem avisar o professor, que fará um programa especial adaptado às dificuldades.

Fonte: educacaofisica.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

ESTUDO INDICA QUE MENINAS PRATICAM MENOS EXERCÍCIOS



Estudo realizado com escolares do ensino médio de Curitiba, SC, revelou que apenas 22% dos meninos e 9,1% das meninas praticavam o mínimo de atividade física necessária à manutenção da saúde.

“Não ter a companhia de amigos” e “ter preguiça” foram as dificuldades mais relatadas, maiores entre as meninas (51,8%) do que entre os meninos (30,4%). No entanto, a barreira mais apresentada por meninos e meninas foi “preferir fazer outras coisas”.

O trabalho, publicado em março na Revista Brasileira de Epidemiologia, analisou dados do projeto “determinantes da atividade física e obesidade em escolares do ensino médio da rede pública da cidade de Curitiba-PR, Brasil”, realizado por Ciro R. R. Añez e colegas. Foram aplicados questionários nas salas de aula de educação física por entrevistadores treinados.

A autora do trabalho é Mariana Silva Santos, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Paraná. Ela comenta que diversos estudos “têm identificado um decréscimo nos níveis de atividade física da população em geral, o que é uma fonte de preocupação, uma vez que um estilo de vida inativo pode contribuir para o desenvolvimento de muitas doenças, em especial a obesidade”.

Falta de Motivação

O responsável pelo Departamento de Atividade Física da ABESO, Dr. Carlos Alberto Werutsky, lembra que “o objetivo do estudo foi listar os determinantes da elevada taxa de hipoatividade ou inatividade física entre os adolescentes entrevistados”. Segundo o especialista, "ter preguiça" ou "não ter a companhia dos amigos" para a prática da atividade física, “dois dos maiores motivos, pode refletir a falta de motivação dos adolescentes”.

Ainda segundo o Dr. Werutsky, “o terceiro maior motivo - "prefere fazer outras coisas" ao invés da prática da atividade física - pode nos remeter a pensar até na vulnerabilidade às drogas. Possivelmente, diante desses resultados, os pesquisadores poderão avaliar a necessidade de programas de estímulo à prática esportiva dentro dessas escolas”. Ele cita como exemplo “o Programa Agita, que dispõe de orientações sobre a organização de atividades dentro das escolas, com o objetivo de combater o sedentarismo e a obesidade infanto-juvenil”.
Vale realizar este estudo na região sul fluminense, acredito que ainda não temos estes dados. Este é sem dúvida um bom tema para um relevante trabalho de conclusão de curso (TCC).

Fonte: Abeso.org.br