domingo, 26 de junho de 2011

CORRIDA NO FRIO





Mesmo com as temperaturas mais baixas no termômetro, seus treinos podem e devem ser mantidos. Para isso, basta fazer algumas mudanças e tomar certos cuidados, com o aquecimento, que é uma das principais etapas de qualquer treino e deve ter atenção redobrada nesta época do ano. No frio, o corpo precisa de mais tempo para se aquecer, portanto, este período deve ser maior que no verão.

O ideal é prolongar esta preparação por cerca de dez minutos a mais do que o habitual. Para realizar um bom aquecimento nos dias frios faça-o com atenção e disciplina para não prejudicar o desempenho durante a corrida e a evitar lesões.

Os dias de temperaturas baixas podem trazer também fortes ventos e até leves garoas. Portanto, o corpo deve estar devidamente protegido na hora de correr. Opte por peças fáceis de tirar durante a corrida, pois a tendência é que a temperatura do corpo aumente e a transpiração não pode ser interrompida. Usar camisetas de manga longa, blusas corta-vento e calças apropriadas ajudam a aquecer.

As luvas, gorros e bonés são peças que também esquentam e podem ser retiradas com tranquilidade quando houver necessidade. Nestes casos, correr com uma sacola de treino é indicado, já que pode servir para você guardar os equipamentos extras caso sinta calor.

Nos dias frios, há diversos fatores que alteram a temperatura do corpo e, consequentemente, a transpiração. Um deles é a umidade do ar, que oscila bastante. Por isso, é importante manter uma boa hidratação para suprir as variações de calor do organismo durante a corrida, mesmo que seja comum não sentir tanta vontade de beber água no inverno.

É ideal proteger-se do frio e ficar atento com a alimentação, para evitar a queda de imunidade e alguns problemas de saúde.

Então tome as devidas precauções e NÃO desanime

BOM TREINO!

EXERCÍCIOS FÍSICOS NO INVERNO





Quem não gosta de comer e ficar embaixo das cobertas no inverno? Nessa estação a preferência entre os alimentos são os mais calóricos. Por esses, entre outros motivos fazer exercícios no inverno é de extrema importância. As pessoas não devem se descuidar da saúde e a prática de exercícios físicos; ainda que em menor intensidade, não pode ser deixada de lado, merecendo alguns cuidados especiais.

Ao contrário do verão, em que as atividades ao ar livre são mais apreciadas, no inverno as pessoas ficam mais tempo em casa e, consequentemente, não se exercitam. O melhor então é que os exercícios sejam realizados em locais fechados, principalmente quando a temperatura está muito baixa. Além da alimentação saudável, outros fatores que merecem atenção à hidratação, a roupa adequada e o alongamento do corpo.

Quando a prática é realizada em locais fechados esses dois fatores principais não influenciarão tanto, mas quando ao ar livre a sua relevância aumenta e requer mais atenção. No inverno as atividades ao ar livre causam sensação de menos transpiração, pois o suor entra em contato com o ar frio e evapora de maneira rápida, tendo grande importância assim à hidratação. As atividades aeróbicas, por exemplo, geralmente causam inibição temporária da fome, porque a sua prática costuma desidratar causando assim mais sede.

Indicar tipos de exercícios mais recomendados no inverno, mas não somente nele, é muito difícil, pois cada pessoa tem preferência por uma prática diferente, com a qual se identifica mais, como as atividades aeróbicas e a musculação. O ideal é que, independente da atividade escolhida, a pessoa se exercite regularmente. Natação, caminhada, corrida, futebol, entre outros esportes, são opções de exercícios para se praticar nessa estação.

No inverno, para a prática de exercícios é necessário um maior número de peças de roupa. Não basta sair de casa com calça de ginástica e camiseta. O correto é ir se exercitando e conforme a corpo vai se aquecendo ir tirando de acordo com a sobreposição das peças. Esse processo ajuda no melhor aquecimento do corpo, que ocorre com mais rapidez e colabora diretamente com o rendimento. Se ao começar o exercício as roupas não forem às apropriadas a temperatura do corpo aumenta muito, fazendo a pessoa transpire e o seu rendimento caia.

Manter o aquecimento do corpo é de extrema importância porque diminui o risco de lesões e aumenta o rendimento. Quando este é realizado de forma correta há uma elevação da irrigação sanguínea, tanto das articulações como dos músculos. No inverno o tempo para que o corpo se aqueça é muito maior visto que a temperatura exterior está mais baixa e os músculos ficam mais contraídos. Outro procedimento muito importante quando se pratica atividades físicas é o alongamento que deve ser feito preferencialmente tanto no início como no término dos exercícios, com a pessoa ainda agasalhada, sendo que, na fase inicial, é importante dar maior ênfase às articulações.

domingo, 5 de junho de 2011

TREINO FORTE E RÁPIDO QUEIMA MAIS GORDURA DO QUE EXERCÍCIOS AMENOS E DEMORADOS






Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura.

Enquanto as academias de ginástica prometem resultados de capa de revista e as estatísticas de obesidade no planeta só crescem, a ciência tenta entender por que tanta gente malha, malha e não emagrece. Uma hipótese que tem recebido atenção dos especialistas é que talvez essas pessoas façam exercícios fáceis demais. Diversos estudos nos últimos anos sugerem que economizar na duração do exercício e apostar na intensidade pode ser mais eficiente do que o “devagar e sempre” recomendado pelos órgãos de saúde.

Entre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos estão a caminhada, a corrida, a natação e a pedalada, classificadas como aeróbicas, por aumentar o uso de oxigênio na produção de energia. O que normalmente se diz é que, para emagrecer, é preciso fazer esses exercícios por mais de meia hora, pois só depois de uns 20 minutos o corpo passaria a usar a gordura como principal combustível. Mas essa convenção vem sendo contestada. O pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., que acaba de lançar o livro Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, diz que essa é uma meia verdade. “Para usar mais gordura durante o exercício, é preciso um esforço prolongado”, diz ele. “Mas, se o esforço for suficientemente intenso, a gordura será usada do mesmo jeito, depois do exercício.” Carnevali sustenta que a prática frequente de esforço físico intenso produz alterações metabólicas que explicam essa transformação.

Um estudo publicado em 2008 na revista do Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura. Divididas aleatoriamente em três grupos, mulheres com obesidade abdominal (circunferência acima de 80 centímetros) fizeram caminhadas ou corrida ao longo de 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, em sessões de aproximadamente uma hora. O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, em sessões mais curtas, mas alcançando o mesmo gasto calórico do primeiro grupo (400 calorias) durante as sessões. O terceiro grupo não fez nada. No final, as mulheres que fizeram exercícios intensos tinham perdido muito mais gordura abdominal do que as que fizeram exercícios moderados pelo dobro do tempo (leia o quadro abaixo). A classificação de intenso ou moderado foi dada pela percepção de esforço das participantes no estudo. As mulheres do exercício moderado afirmavam estar ligeiramente cansadas no final da sessão, enquanto as do grupo da corrida puxada diziam estar cansadas ou muito cansadas. Se estivessem usando medidores de frequência cardíaca, o primeiro grupo estaria com batimentos entre 65% e 75% da capacidade máxima e o segundo mostraria batimentos acima de 85% da capacidade máxima.

Quando a intensidade é maior, a duração é inevitavelmente menor, pois os recursos orgânicos disponíveis para manter o esforço simplesmente se esgotam. E essa parece ser a vantagem de trocar a duração pela intensidade. Para o pesquisador Arthur Weltman, da Universidade de Virgínia, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação. “Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício”, diz Weltman. “Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura.” Um dos responsáveis por isso parece ser o hormônio de crescimento, que estimula a queima de gordura e cuja produção é aumentada pelo esforço físico. Quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. Quando o exercício é moderado, quando não “perturba” o organismo, explica o pesquisador, a recuperação não requer tanta energia.

Fonte: Revisa Época.com